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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Serviço de funerárias é debatido na Câmara...

Vereadora Fátima Avelino (PMDB).
Imperatriz – Os serviços prestados pelas funerárias de Imperatriz voltaram a ser alvo de questionamentos durante a sessão ordinária de ontem, quinta-feira (9), da Câmara de Vereadores. O levantamento foi feito pela vereadora peemedebista Fátima Avelino.

Ela contou que recebeu na última quarta-feira (8) um cidadão, residente no conjunto Habitar Brasil II, revoltado com a funerária Perpetuo Socorro, situada em frente à praça da Cultura, no Centro. “O sogro do cidadão faleceu e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes) doou a urna à família, porém a funerária acabou cobrando mil reais pelos serviços a esse vigilante: roupas, flores e formol”, disse a vereadora.


Fátima observou o elevado custo dos serviços à família carente, bem como a exigência que somente iriam liberar o corpo para sepultamento depois que fosse efetuado o pagamento da quantia de R$ 500,00 (adiantamento). “É um absurdo! Essa casa de leis já se pronunciou sobre esse problema, chegando a ir à Prefeitura Municipal, pois essa empresa ganhou a licitação, mas presta um péssimo serviço ao povo”, disparou.

A vereadora repudiou a atitude da funerária que tentou apreender a certidão de óbito, sob o pretexto que a família deveria pagar mais R$ 500,00 pela liberação do documento. “Esse problema precisa ser resolvido, temos que dar um basta nesta situação”, disse o vereador Raimundo Roma (PSL) que considera o episódio grave e lembra que a urna funerária (caixa) doada pelo município acaba saindo mais caro à família carente. “Se a pessoa contabilizar na ponta do lápis verá que economizará muito mais caso fosse comprar o caixão em outra empresa funerária”, disse ele, ao observar que “é necessário ensinar a secretária Miriam Reis, do Desenvolvimento Social, pois deve estar desorientada quanto à prestação desse serviço à população de Imperatriz”

Fátima Avelino, ex-secretária municipal de Ação Social, assinalou que na época existia um núcleo chamado “central social” que obedecia a “lei dos benefícios eventuais”, garantindo às pessoas carentes ter direito ao completo auxílio funerário, incluindo urna, flores, roupas e translado. “Nós tínhamos uma equipe que fiscalizava a execução desse programa, mas o que acontece nessa funerária ganhada da licitação da prefeitura é um absurdo”, finalizou. 

Texto e foto: ASSESSORIA.

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