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sábado, 23 de fevereiro de 2019

VAR será usado no Campeonato Brasileiro deste ano

Árbitro consultando o VAR. 
(Foto: Divulgação)
Rio - A utilização do VAR em todos os jogos é a grande novidade do Campeonato Brasileiro de 2019. Até o momento, o árbitro de vídeo já foi utilizado em 21 partidas no país. Um levantamento sobre a atuação do VAR aponta que, em jogos que envolvem times brasileiros, o juiz foi 15 vezes até a beira do gramado para checar possíveis erros. Destas, em apenas três a decisão de campo foi mantida.

Para o ex-árbitro Leonardo Gaciba essa alta incidência de mudança é o normal, pois os juízes são acionados pelo VAR para lances capitais, com possíveis erros de campo. – “Vamos levar em conta que ele (juiz) está indo lá olhar o erro dele. Se não for algo errado, o VAR não chamaria. Ou ele aceita que errou ou mantém a decisão. A probabilidade de alterar a decisão é maior” – ressaltou o comentarista de arbitragem do Grupo Globo.

Para Gaciba, os erros factuais irão acabar, mas as polêmicas em lances interpretativos vão continuar. – “As decisões factuais têm 100% de aproveitamento. Até porque é uma máquina, não é o ser humano que faz isso, que é questão de impedimento, se foi infração dentro ou fora da área, erro de identificação. Isso é 100% preciso. Agora, os lances interpretativos (bola bateu na mão, foi pênalti, não foi) vão continuar. Algumas pessoas vão achar uma coisa ou outra. De forma geral, a implementação do VAR vai ser positiva, vem pra somar” – completou o ex-árbitro.

Paulo César de Oliveira, também comentarista do Grupo Globo, ressaltou que essa preocupação com a implementação da tecnologia vai poder proporcionar um espetáculo melhor e um nível maior de arbitragem. Ele, porém, fez ressalvas. – “O VAR não vai resolver todos os problemas. Acho que é uma ferramenta importante, mas não vai eliminar 100% o erro. Os árbitros precisam se preparar bastante porque é uma mudança com um impacto muito grande na forma de se apitar futebol. Principalmente os árbitros mais antigos precisam se adequar a essa realidade. A utilização até aqui foi boa, mas ainda requer muito treinamento” – destacou o ex-árbitro.

PC Oliveira entende que deve haver um foco na parte psicológica dos árbitros também, além da capacitação técnica. Ele entende que o árbitro deve continuar com a autoridade do jogo e não pode depender do árbitro de vídeo para tomar as decisões corretas em campo. Além disso, PC projetou a adaptação à tecnologia nas primeiras 10 rodadas de campeonato. Porém, ele destaca que é necessário que o resultado seja visto com rapidez para justificar o investimento. A CBF vai arcar com os valores referentes à tecnologia e à infraestrutura e os clubes vão ficar responsáveis pelas despesas de pessoal dos profissionais que vão operar a ferramenta. Cada time tem um custo estimado de R$ 350 mil para ter o árbitro de vídeo em todos os 19 jogos como mandante no campeonato.

Como funciona o VAR
A participação do VAR se resume em quatro situações:
Gols
Pênaltis
Cartão vermelho direto
Erro de identificação de jogadores na aplicação de cartões,

Fonte: Globo.com

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