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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Paulinho Gegeba, diretor do Cavalinho é o entrevistado deste domingo

Paulinho Gegeba, diretor de futebol do Imperatriz amador.
Imperatriz - O nosso entrevistado de domingo (12) é o diretor de futebol do Imperatriz amador, Paulo Henrique Pereira Brito (Paulinho Gegeba), 50 anos, divorciado, maranhense da cidade de Mirador, chegou em Imperatriz com 3 anos de idade e se classifica como autônomo.

A Editoria de Esporte do JORNAL CORREIO recebeu Paulinho Gegeba, na tarde de sexta-feira, para um bate papo descontraído sobre o futebol de Imperatriz e Região.

EE – Quando e como começou no futebol Paulinho?
Paulinho – Eu comecei como a maioria dos garotos da minha idade, jogando no futebol de bairros. Em seguida passei pelo Projeto Rondon até chegar no futebol amador, onde iniciei no Fortaleza, que em seguida mudou o nome para Nova Imperatriz. Passei por vários times amadores até chegar no Tocantins e no Imperatriz. Depois deles, ainda, joguei em outras equipes, como o Vila Rica, por exemplo.

EE – Chegou a jogar no futebol profissional?
Paulinho – Sim, joguei por um ano e meio, mas como não recebia dinheiro, resolvi parar. Joguei no Tocantins, se não me engano, no estadual de 84 ou 85. Aí resolvi largar e começar a trabalhar em empresas da cidade.

EE – Na atualidade, você se intitular diretor de futebol ou técnico?
Paulinho – Na verdade, eu nunca gostei de ser técnico de futebol. Já cheguei a dirigir algumas equipes, mas gosto de desenvolver o trabalho de diretor de futebol. Inclusive já fui diretor profissional do Imperatriz e no estado do Tocantins, no Tocantinópolis, em 2016, se não me engano. Mas a vida é assim, o futebol amador é um aprendizado, eu aprendi muito com isso e hoje eu trabalho em qualquer área do futebol profissional. Mas minha preferência é na direção de futebol, estando ali com os jogadores.

EE – Qual a função que você exerce hoje no Imperatriz amador?
Paulinho – Hoje eu respondo pelo time amador do Imperatriz, que inclusive está nas semifinais da Série A do futebol amador da cidade. Eu sou um desportista nato, nasci pra isso. Gosto de futebol desde criança e me lembro que eu engraxava sapato para poder comprar o material esportivo do meu time da época, com as camisas que tinha Moto, Sampaio na frente das camisas. Não sei se você era dessa época. Então sempre tive esse prazer de mexer com time de futebol. E em 2016, o Imperatriz amador estava preste a não disputar o campeonato amador e com isso ia cair para a segunda divisão. Aí algumas pessoas, como o Rodolfo falou comigo perguntando se eu ia deixar o time rebaixar. Então na época eu procurei o presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Antonio Torres, que me autorizou a assumir o time amador. Aí decidir pegar, pelo menos para manter o time na primeira e quem sabe, dependendo de quem assumisse o profissional, pelo menos tinha um corpo de time no amador que pudesse ser aproveitado. E aí foi a salvação do time naquela época. 

EE – E com essa nova diretoria? Como está sendo?
Paulinho – Com a nova diretoria, o Adauto e o Rodrigo, eles já tem ajudado, até porque nesse amador não precisa de tanta  ajuda, já que ganhamos o material esportivo e a despesa de arbitragem. Eu, também ajudo. O time, graças a Deus, está nas semifinais da primeira divisão e se tudo der certo, queremos nos classificar para a final.

EE – Sobre a I Copa Baratão de Futebol Sub 23, que começa neste mês, o Imperatriz vai ser o mesmo que disputa a primeira divisão?
Paulinho – Olha, nós já temos um time muito bom, como falei para o presidente Adauto e o vice Rodrigo. Temos condição tranquila de disputar esse Sub 23, mas tem muitos jogadores na cidade bons, muitos mesmos. E da minha parte, com certeza vou querer alguns reforços para fazer um time mais forte e tentar o título dessa competição. Mas o que a gente precisa é acompanhar as seis equipes, porque sei que vão ter muitos jogadores bons que poderão ser aproveitados pelo profissional. Independente de que equipe o jogador seja. O importante é acompanhar os jogos e se o garoto for bom, tentar pinçar para o profissional.

EE – Como está a sua relação com a nova diretoria do Cavalo de Aço?
Paulinho – Logo que a diretoria assumiu, o presidente se apresentou, junto com a sua filha e o Rodrigo. Ele deu um apoio, sim, para nós. Mas, como disse anteriormente, o Imperatriz amador aqui, não precisa, já que a Prefeitura, por meio da Sedel, em parceria com uma empresa da cidade, deu o material das equipes, pagou arbitragem, pagou tudo e, ainda, vamos ter a premiação para o campeão e vice. Então a despesa é mínima, mas sempre que procurei o Adauto, ele ajudou, pagando campo para treinos, por exemplo. Então, é um cara que se dispôs a ajudar, sempre que for preciso. E eu acreditei nas palavras dele, do Rodrigo e tenho certeza que vai melhorar agora, no que se refere à base do Imperatriz, para que a gente dispute a a Copa São Paulo de Juniores de 2019.

EE – Qual a sua opinião em relação a I Copa Baratão de Futebol Sub 23? Acha que ela vem em um bom momento e pode revelar jogadores para o profissional do Imperatriz?
Paulinho – Eu achei muito importante. A competição é uma ideia do Élio, com o Luizinho e outros. Eu, também, tenho participado e acho que podemos revelar bons jogadores. Você sabe que o futebol em Imperatriz agrega a todo mundo. Jogadores desde os 16 até os 50 e poucos anos. Então, quem é mais jovem, não tem muito espaço no futebol de Imperatriz, principalmente da primeira divisão da Liga, que é quem tem a melhor estrutura. Então eu fico muito satisfeito com esse Sub 23 porque vão aparecer muitos garotos que não tem espaços para jogar, pois a quantidade de jogadores que se oferece, colegas de jogadores de 23 anos, bons de bolas. Tem muitos. Eu só espero que esses jogadores possam jogar essa competição, porque é uma oportunidade de eles mostrarem que são bons de bola. 

EE – O que falta para o Imperatriz criar definitivamente suas categorias de base e manter?
Paulinho – Eu acho que a cidade, como Imperatriz, perde muito por não ter um time profissional que não para, que tenha o ano cheio. Porque o time joga só 3 meses, joga só o Campeonato Maranhense e para, ai é ruim. Se todo mundo se ajudasse, tem muitos empresários em Imperatriz que gostam de futebol. Mas os dirigentes ficam, no máximo, um ano no time. A região é banhada por bons atletas. Então pra fazer uma base é muito fácil. Basta ter alguém que tenha a coragem de enfrentar os problemas. No momento a dificuldade é a falta de estrutura, a falta de um campo para treinar, não tem nada, entendeu? Mas conheço vários colegas meus aí, que tem estrutura que aluga o campo por 1.500, 2 mil reais, que poderia, muito bem, ajudar ao Imperatriz  manter a estrutura. Infelizmente quando acaba o estadual o time se desmancha, manda os jogadores para suas casas, muitas vezes nem o presidente, nem a diretoria permanecem e assim fica difícil fazer futebol, tendo que começar do zero todos os anos. 

EE – Como você está vendo esse novo Cavalo de Aço 2018?
Paulinho – Olha, é como falei para o Rodrigo e para o Adauto, que fiquei muito feliz quando eles foram a Chapecó. As pessoas dizendo: “há, não precisa ir lá, não”. Precisa, sim, gente. Eu estive 5, 6 anos assistindo direto a Copa São Paulo e eu vejo as estruturas dos melhores times, que são melhores que as nossas aqui. Eu viajei com o Imperatriz, agora, para a Copa do Nordeste Sub 20, e quase a gente não viajávamos por falta de condições, quando, só a comissão técnica do Vitória tinha 18 pessoas. Então, para a gente chegar a algum lugar, precisa fazer uma coisa organizada. E quanto a nova diretoria do Imperatriz, os caras aí, que tem o Rodrigo, que é um cara jovem e que entende muito de mídia, essas coisas todas, é um cara muito bom, eu gostei. Gostei do que falei com eles. Agora espero que eles consigam manter o que eles falaram. Porque se manterem, o time vai dar certo. E o treinador parece ter uma boa agenda de jogadores, porque quem faz time ser bom, não é fora de campo, não. Tem que ser bom dentro de campo, e pelo que vi, ele parece ser bom. Foi campeão no Piauí e fez um bom trabalho no Maranhense com o São José.

EE – Com relação ao time do Imperatriz na I Copa Baratão Sub 18, o que o torcedor pode esperar do time nessa competição?
Paulinho – É difícil falar, porque não conheço as outras equipes, os outros adversários, né.. Mas, o que eu quero dizer é assim: meu time já tem uma base e uma base forte que está na primeira divisão e disputando uma semifinal. Com muita gente mais velha, dando pressão nos meninos e eles não se deixando intimidar e o time chegando onde chegou, eles já são vitoriosos, certo? Mas eu digo pra eles: olha gente, se vocês quiserem alguma coisa, ganhar alguma coisa, querem chegar lá em cima, tem que ganhar essa competição. E aí sim, vocês vão jogar e serem valorizados. Tem adversário aí, gente muito boa, que entende de futebol, que vai fazer bons times, mas espero que a gente brigue de igual pra igual com todo mundo.

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